innovation in metadata design, implementation & best practice

Niveis_de_Interoperabilidade

Contents

Níveis de Interoperabilidade para os Metadados Dublin Core

METADADOS DA TRADUÇÃO

Traduzido por: Ana Alice Baptista, Universidade do Minho, Portugal

Data de emissão (da versão traduzida): 2013-01-16



Criador: Mikael Nilsson KMR Group, NADA, KTH (Royal Institute of Technology), Suécia

Criador: Thomas Baker, DCMI

Criador: Pete Johnston, Eduserv Foundation, Reino Unido

Data de Emissão: 2009-05-01

Identificador: http://dublincore.org/documents/2009/05/01/interoperability-levels/

Substitui: http://dublincore.org/documents/2008/11/03/interoperability-levels/

É substituído por: Não aplicável.

Última Versão: http://dublincore.org/documents/interoperability-levels/

Estado do Documento: Este é um Recurso Recomendado pela DCMI.

Descrição do Documento: Este documento discute as opções de desenho relacionadas com a criação de aplicações para diferentes tipos de interoperabilidade. Ao nível 1, as aplicações utilizam componentes de dados com definições em linguagem natural partilhadas. Ao nível 2, os dados são baseados no modelo semântico formal do Resource Description Framework do W3C. Ao nível 3, os dados são estruturados como Conjuntos de Descrições (registos). Ao nível 4, os conteúdos dos dados estão sujeitos a um conjunto partilhado de restrições (descrito num Perfil de Conjuntos de Descrições). Para cada nível fornecem-se testes de conformidade e exemplos. Os autores têm a expectativa de que este documento evolua à medida que os compromissos e os benefícios da interoperabilidade são explorados a diferentes níveis e agradecem retorno dos seus leitores.

Índice

1. Introdução

2. Nível 1: Definições Partilhadas de Termos

3. Nível 2: Interoperabilidade Semântica Formal

4. Nível 3: Interoperabilidade Sintática de Conjuntos de Descrições

5. Nível 4: Interoperabilidade do perfil de Conjuntos de Descrições

6. Referências

7. Agradecimentos

Introdução

Os pressupostos que ao longo da última década evoluíram desde quinze elementos [RFC2413] até ao enquadramento de Singapura para os Perfis de Aplicação Dublin Core [DCAP] podem ser capturados num modelo de interoperabilidade de camadas. O modelo de camadas apresentado vai ao encontro das necessidades sentidas por muitas comunidades para posicionar vários projetos com diferentes níveis de interoperabilidade com o Dublin Core mas necessitando de uma terminologia apropriada.

A intenção é fornecer uma “escala de interoperabilidade”, especificando as opções, custos e benefícios relacionados com o desenho de aplicações para níveis de interoperabilidade acrescidos. Este documento descreve os níveis possíveis de interoperabilidade de uma especificação (ou aplicação) com os metadados Dublin Core. Estes níveis são úteis para determinar o âmbito de um projecto que se pretende que seja “compatível com o Dublin Core” e para estabelecer expectativas para os utilizadores de especificações “compatíveis com o Dublin core”.

Os níveis são apresentados com testes simples que servem como linhas de orientação para determinar o nível de interoperabilidade. Os níveis constroem-se com base uns nos outros, de forma a que, por exemplo, uma especificação que obedeça ao nível 3, obedeça automaticamente aos níveis 1 e 2 e uma especificação que obedeça ao nível 4 obedeça aos três primeiros. Nesta altura não existe um consenso mais alargado sobre estes níveis. Os autores esperam que este documento evolua à medida que os compromissos e benefícios da interoperabilidade aos vários níveis são explorados e esperam retorno dos seus leitores.


InteroperabilityLevels.jpg


Nível 1: Definições partilhadas de termos

Os quinze elementos Dublin Core (conforme as normas NISO, ISO e IETF) fornecem um vocabulário de conceitos com definições em linguagem natural. Deixando de lado considerações sobre processabilidade por máquinas (semântica “formal”), tais vocabulários fornecem uma base para a partilha de significados entre e intra grupos de pessoas – uma interoperabilidade “informal” que não requer a utilização de URIs para referenciar termos, domínios e contra-domínios formalmente especificados, nem construções de alto nível como o modelo abstrato da DCMI [ABSTRACT-MODEL]. Por exemplo, a reutilização de definições de termos da DCMI e os mapeamentos para termos da DCMI fornecidos pelo IEEE Learning Object Metadata podem ser vistos como fornecendo “conformidade informal” com o Dublin Core Simples.

Este nível corresponde à utilização de definições em linguagem natural dos termos Dublin Core.

• A utilização dos URIs do termo não é um requisito – os termos podem ser referenciados de qualquer forma.

• A conformidade com os domínios e contradomínios especificados dos termos não é um requisito.

• A conformidade com o Modelo Abstracto da DCMI não é um requisito.

• Historicamente falando, a interoperabilidade informal com o “Dublin Core” significou a utilização dos quinze elementos , embora o conceito de interoperabilidade informal seja, em princípio, aplicável a quaisquer termos de metadados definidos em linguagem natural.

Teste

• Há um mapeamento parcial com o Dublin Core Simples, definido como “os 15 elementos legados, repetíveis, utilizando strings literais”? Se sim, a especificação é interoperável informalmente com os metadados Dublin Core.

Exemplo

• O IEEE LOM reutiliza a definição de termo DC e fornece um mapeamento para o Dublin Core Simples.

Nível 2: Interoperabilidade semântica formal

A interoperabilidade "semântica" é baseada na utilização correta e precisa da semântica formal RDF incorporada no modelo de dados do grafo RDF e nos vocabulários baseados no RDF tais como os termos de metadados DCMI. “Semântica” neste sentido não se refere a definições em linguagem natural bem formadas (que é a forma como a palavra “semântica” tem sido tradicionalmente usada na comunidade Dublin Core). Em vez disso, refere-se a relações formalmente estabelecidas entre termos e regras para a utilização de tais declarações para retirar conclusões automáticas (inferências lógicas). Isto inclui a utilização de (ou a possibilidade de inferir) URIs e a conformidade com domínios, contra-domínios e relações de sub-propriedades formalmente especificados. Independentemente do seu formato de codificação nativa, uma especificação pode ser considerada “semanticamente interoperável” se permitir fornecer um mapeamento completo para triplos RDF, por exemplo via uma transformação GRDDL.

Este nível corresponde à utilização implícita ou explícita da semântica RDF subjacente aos termos DCMI. Assim, qualquer utilização dos termos necessita de ser precisa na sua conformidade com o modelo RDF e com os domínios e contra-domínios dos termos.

• Enquanto a especificação/aplicação não necessita explicitamente de codificar os dados utilizando URI’s, deve ser possível inferir os URIs dos termos.

• É um requisito a conformidade com os domínios e contra-domínios especificados dos termos.

• Conformidade com a semântica de sub-propriedades das propriedades utilizadas.

• Conformidade com o Modelo Abstracto da DCMI não é um requisito.

Teste

• Há um mapeamento completo para o RDF que é consistente com os domínios e contra-domínios especificados dos termos utilizados? Se sim, a especificação é semanticamente interoperável com os metadados Dublin Core. • Todos os dados RDF são por definição semanticamente interoperáveis com os metadados Dublin Core. • Todos os dados com transformações GRDDL para o RDF são semanticamente interoperáveis com os metadados Dublin Core. • Os dados utilizando a especificação de 2008 Expressing Dublin Core metadata in XHTML and HTML meta tags" são semanticamente interoperáveis com os metadados Dublin Core.


Nível 3: Interoperabilidade sintática de conjuntos de descrições

No topo dos grafos não delimitados especificados pelo RDF, o Modelo Abstrato da DCMI estabelece camadas para as noções de Descrições e Conjuntos de Descrições delimitados, fornecendo uma base para a validação e troca de registos de metadados [ABSTRACT-MODEL]. Metadados estruturados de acordo com o Modelo Abstracto da DCMI – por exemplo, criação de dados usando as linhas de orientação de sintaxe recentes da DCMI – poderiam ser chamados de “Interoperáveis com o Modelo Abstracto da DCMI”. Além da sintaxe abstrata do RDF, o Modelo Abstrato da DCMI fornece:

• A noção de “conjunto de descrições” como uma entidade delimitada com uma identidade específica – com na comunidade das bibliotecas e dos repositórios a noção de um “registo” que pode ser gerido.

• A noção de uma “descrição” como uma entidade delimitada com uma identidade específica, mesmo que a descrição esteja embebida num registo.

• Um modelo extendido de “declarações” como grafos utilizando várias combinações de URIs de Valor (Value URIs), Strings de Valor (Value Strings) e URIs de Esquema de Codificação de Vocabulário. (A noção formal de Esquema de Codificação de Vocabulário é específica do Modelo Abstracto da DCMI.)

• Convenções para distinguir entre a “representação” de um recurso descrito e a identificação desse recurso com um URI.

• Convenções para “representar” um único recurso de valor com múltiplas strings de valor.


Este nível corresponde à utilização explícita do Modelo Abstrato da DCMI nos metadados.

• Os metadados devem ser estruturados utilizando as noções de Descrição e Conjuntos de Descrições do Modelo Abstrato da DCMI.

• As Declarações (Statements) numa Descrição devem utilizar a estrutura definida pelo Modelo Abstrato da DCMI.


Teste

• Existe um mapeamento completo para o DC-TEXT [DC-TEXT]? Se sim, a especificação é compatível com o Modelo Abstrato da DCMI.

Exemplos

• Todos os dados utilizando as expressões de metadados compatíveis com o Modelo Abstrato da DCMI.


Nível 4: Interoperabilidade do Perfil de Conjuntos de Descrições

A especificação "Description Set Profiles: A constraint language for Dublin Core Application Profiles" [DC-DSP] fornece um modelo de informação e expressão XML de restrições estruturais num conjunto de descrições. Uma aplicação tal como o perfil de aplicação da Scholarly Works (Eprints) pode ser enunciada como “Perfil de Conjuntos de Descrições Interoperável” se fornece restrições formais num Conjunto de Descrições que são compatíveis com os da especificação “Description Set Profiles”. Uma especificação relacionada, o Enquadramento de Singapura para Perfis de Aplicação Dublin Core [DCAP], delineia um pacote de elementos documentais necessários à apresentação de uma aplicação de metadados para interoperabilidade e reutilização máximas – elementos tais como Requisitos Funcionais, um Modelo de Domínio e um Perfil de Conjuntos de Descrições cobrindo a totalidade do conjunto de metadados.

Teste

• Existe um Perfil de Conjuntos de Descrições completo? Se sim, a especificação é interoperável ao nível da especificação do perfil dos conjuntos de descrições.

Exemplos

•O Scholarly Works Application Profile [SWAP].


Referências

[ABSTRACT-MODEL] Powell, A., M. Nilsson, A. Naeve, P. Johnston, T. Baker. DCMI Abstract Model. DCMI Recommendation. http://dublincore.org/documents/2007/06/04/abstract-model/

[DC-DSP] Nilsson, M. Description Set Profiles: A constraint language for Dublin Core Application Profiles. DCMI Working Draft. http://dublincore.org/documents/2008/03/31/dc-dsp/

[DC-TEXT] Johnston, P. Expressing Dublin Core metadata using the DC-Text format DCMI Recommended Resource. http://dublincore.org/documents/2007/12/03/dc-text/

[DCAP] Nilsson, M., T. Baker, P. Johnston. The Singapore Framework for Dublin Core Application Profiles. DCMI Recommended Resource. http://dublincore.org/documents/2008/01/14/singapore-framework//

[RFC2413] Weibel, S., J. Kunze, C. Lagoze, M. Wolf. Dublin Core Metadata for Resource Discovery. IETF Request for Comments. <http://www.ietf.org/rfc/rfc2413.txt>

[SWAP] Scholarly Works Application Profile. <http://www.ukoln.ac.uk/repositories/digirep/index/SWAP>